Cada pessoa pessoa é única, ou assim se costumava dizer.

Um estudo revelou que 90% da população pode ser classificada em quatro tipos básicos de personalidade: otimistas, pessimistas, confiantes e invejosos.

Destacando que não se trata de uma classificação segundo as características da pessoa, e sim especialmente observando seu comportamento social, principalmente quando se trata de cooperar ou trabalhar em equipe.

A teoria dos jogos

Para analisar estes comportamentos sociais, o estudo se baseou na chamada “teoria dos jogos”. Como comenta Ángel Sánchez, pesquisador neste estudo e professor do Grupo Interdisciplinar de Sistemas Complexos do Departamento de Matemática da UC3M, “a teoria dos jogos é uma forma matemática de abordar situações em que duas ou mais pessoas têm de tomar decisões que afetam a todos”. Esta ideia se baseia na concepção de que todas as pessoas sabem de antemão as consequências de suas decisões e, portanto, vão agir de acordo com seu próprio interesse.

Sánchez explica que a melhor maneira de entender o jogo é através de um exemplo concreto: “Suponhamos que você e eu tenhamos de fazer um trabalho que deve ser avaliado por um chefe. Cada um de nós tem de tomar uma decisão entre duas opções: nos esforçar e ajudar um ao outro, ou não agir e deixar que o outro faça tudo”. Neste caso, as opções seriam: dividir os esforços entre os dois; que um se esforce e o outro não; ou que, finalmente, ninguém faça nada, considerando que neste caso nenhum dos dois receberia pelo trabalho.

Continuando com o exemplo, existiram quatro grupos muito diferentes. Por um lado, os invejosos, “que são aqueles que, quando interagem com outra pessoa, preferem ganhar menos, se com isso se asseguram ganhar mais do que a outra pessoa”, ou seja, que poderiam boicotar o trabalho; o outro grupo é o de otimistas, ou seja, “aqueles que buscam o ganho máximo, supondo, com isso, que a decisão do outro vai ser a que lhes permitirá conseguir”, de maneira que pode ficar sentado porque será o outro que fará todo o trabalho; o oposto desses seriam os pessimistas, “que pensam que o outro virá importuná-los, e, portanto, tentam passar uma imagem que seja a menos pior possível”, por isso se esforçam para fazer o trabalho, pensando que o outro não fará; e, finalmente, estariam os confiantes, ou seja, “as pessoas boas que tomam a decisão que levaria a um melhor resultado para todos (embora não seja o melhor para elas individualmente)”. Este era um dos exemplos, embora a ideia tenha sido propor aos voluntários diferentes jogos sociais desse estilo, registrando que tipos de decisões tomavam em cada um deles.

Há mais invejosos

Analisando a amostra, os resultados revelaram que 20% das pessoas correspondiam a um perfil otimista, outros 20% a um perfil pessimista, 20% estavam no grupo dos confiantes e 30% pertenciam ao bloco dos invejosos. Outros 10%, no entanto, não correspondiam aos padrões estabelecidos, já que pareciam escolher por acaso.

 

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